Márcia Morais Àvila
Ilha do Pico, Açores/Portugal

Violência Contra a Mulher

Márcia Morais Ávila • 23 de junho de 2024

Como Identificar?



Para identificar essas formas de violência, é importante estar atento aos sinais, tanto físicos quanto emocionais e colocar em prática algumas formas de ação:


  • Observação de Mudanças Comportamentais: Alterações bruscas no comportamento, isolamento social, ansiedade e medo podem ser indicativos de violência.
  • Diálogo Aberto: Conversas honestas e sem julgamentos ajudam a mulher a se sentir segura para compartilhar suas experiências.
  • Apoio Profissional: Psicólogos, assistentes sociais e advogados especializados podem oferecer suporte e orientação.


A Lei Maria da Penha é um marco fundamental na luta contra a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Ela define vários tipos de violência, permitindo uma identificação mais clara e um combate mais eficaz.


De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.


Vamos explorar esses tipos de violência e como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) pode auxiliar nas relações amorosas, destacando o amor como um reforço positivo.


Tipos de Violência segundo a Lei Maria da Penha


Violência Física: Qualquer ação que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher. Exemplos incluem empurrões, socos, chutes e uso de armas.


Violência Psicológica: Ações que causam dano emocional e diminuição da autoestima, como humilhação, manipulação, chantagem, isolamento, vigilância constante, perseguição e insultos.


Violência Sexual: Qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.


Violência Patrimonial: Qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total dos seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos.


Violência Moral: Ações que configurem calúnia, difamação ou injúria. Exemplos são espalhar boatos e mentiras sobre a mulher.


Onde Fica o Amor?


O amor verdadeiro é um reforço positivo na vida de qualquer pessoa, principalmente para quem está passando por situações de violência. O amor deve ser compreendido como:


  • Respeito: Reconhecer a dignidade e os direitos da outra pessoa.
  • Apoio: Oferecer suporte emocional, estar presente e ser um ouvinte atento.
  • Proteção: Criar um ambiente seguro e acolhedor, livre de julgamentos e violência.



Visão da ACT nas Relações Amorosas


A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) oferece uma abordagem que pode transformar as relações amorosas, promovendo bem-estar e resiliência emocional:


  • Aceitação: Reconhecer e aceitar as emoções difíceis, sem tentar evitá-las ou suprimi-las. Em uma relação, isso significa ser honesto sobre seus sentimentos e experiências, mesmo quando são dolorosos.


  • Mindfulness: Estar presente no momento, cultivando a consciência plena das interações e dos sentimentos. Isso ajuda a reduzir reações automáticas e a promover uma comunicação mais autêntica e compassiva.


  • Valores: Identificar e agir de acordo com seus valores mais profundos. Em uma relação, isso pode significar priorizar o respeito mútuo, a honestidade e o apoio.


  • Ação Comprometida: Tomar medidas concretas que alinhem com seus valores. No contexto de um relacionamento, isso pode incluir estabelecer limites saudáveis, buscar ajuda profissional quando necessário e praticar a comunicação assertiva.


Reflexão Bíblica e Terapêutica


Na Bíblia, o amor é descrito como uma força poderosa e curadora. Em 1 Coríntios 13:4-7, lemos que "o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."


Aplicar essa perspectiva pode ajudar mulheres a reconhecerem a diferença entre relações abusivas e amorosas. A Terapia de Aceitação e Compromisso incentiva a aceitação dos sentimentos dolorosos e a tomada de ações que alinhem com seus valores mais profundos, como o amor e o respeito.

É crucial que todas as mulheres fiquem alertas aos sinais de violência e nunca hesitem em denunciar qualquer forma de abuso. Não tenha medo de seu companheiro e não se cale diante de uma atuação abusiva. Sua segurança e bem-estar são prioritários, e buscar ajuda é um passo corajoso e necessário.


A Bíblia nos fortalece com suas palavras em Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." Essas palavras de encorajamento nos lembram que Deus está ao nosso lado, oferecendo força e apoio em momentos difíceis.


Sou Psicoterapeuta das Emoções e acredito que a jornada em busca de uma vida mais significativa e com propósito pode ser a transformação que você tanto procura. A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) pode ajudá-la a aceitar suas emoções e agir de acordo com seus valores mais profundos, construindo relações saudáveis e amorosas.


Não se cale. Denuncie. A transformação começa com o primeiro passo em direção a uma vida plena e significativa.


Pense Nisso!






Eu sou Márcia Morais Ávila, apaixonada pelo ato de aprender e consciente de que minha vida tem um propósito de Deus a ser cumprido.

Eu sou Márcia Morais Ávila, apaixonada por ensinar tudo o que aprendo, e consciente de que a minha vida tem um propósito de Deus a ser cumprido.

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